Seis milhões de crianças<br> morrem de fome anualmente
852 milhões de pessoas estão subnutridas. Devido à fome, seis milhões de crianças morrem todos os anos, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
Três quartos das pessoas com fome vivem nas zonas rurais
Seis milhões de crianças morrem anualmente devido à fome e à subnutrição, que debilita o seu sistema imunitário e os impede de superar doenças infecciosas curáveis como a diarreia, o sarampo e a malária. Os números foram divulgados no último relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), apresentado em Roma, na conferência bianual, na semana passada.
A organização defende que os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio só podem ser atingidos com o combate à desnutrição que atinge 852 milhões de pessoas em todo o mundo. O primeiro objectivo é reduzir a fome e a pobreza extrema até 2005, seguido do acesso à educação, a igualdade entre sexos, a luta contra a mortalidade infantil, a melhoria da saúde materna e a sustentabilidade do meio ambiente.
«A maior parte desses objectivos não serão atingidos sem um compromisso mais determinado e progressos mais rápidos», afirma Jacques Diouf, director da FAO, no prefácio do relatório. Para acabar com a fome, é necessário incrementar a produção agrícola através de investimentos, bom governo, estabilidade política e manutenção da paz interna e de «uma educação de qualidade para as crianças nas áreas rurais e a melhoria da condição da mulher».
Mais fome no campo
A FAO denuncia que os esforços para a redução da fome «têm diminuído em vez de acelerarem» e apresenta uma análise da situação em cada zona do globo. A América Latina e o Caribe é a única região em vias de desenvolvimento que reduziu a fome de forma suficientemente rápida desde 1990 para alcançar a meta estabelecida nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A Ásia e o Pacífico também têm «boas possibilidades», segundo o relatório.
Na África subsaariana, a fome diminui «muito lentamente». Apesar de se registarem progressos desde 1990, «será necessário que a região aumente consideravelmente o seu ritmo». A prevalência da fome no Médio Oriente e na África do Norte «é baixa» mas, em vez de diminuir, tem aumentado nos últimos dez anos e parece ter tendência para assim continuar.
A FAO mostra que os progressos têm sido mais difíceis nos países onde há mais fome: apenas quatro dos dezasseis países em que mais de 35 por cento da população está desnutrida realizam progressos. O índice dos restantes não apresenta variações ou tem aumentado. Neste grupo destacam-se treze países da África subsaariana e o Haiti.
A FAO insiste que a luta pela eliminação da fome se ganhará ou perderá nas zonas rurais, onde vivem três quartos das pessoas com fome de todo o mundo. «Nestas regiões reside a grande maioria dos onze milhões de crianças que morrem antes de cumprir cinco anos, das 530 mil mulheres que morrem durante a gravidez e o parto e dos 300 milhões de casos de paludismo agudo», acrescenta o documento.
Os Objectivos do Milénio foram subscritos por 189 países.
A organização defende que os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio só podem ser atingidos com o combate à desnutrição que atinge 852 milhões de pessoas em todo o mundo. O primeiro objectivo é reduzir a fome e a pobreza extrema até 2005, seguido do acesso à educação, a igualdade entre sexos, a luta contra a mortalidade infantil, a melhoria da saúde materna e a sustentabilidade do meio ambiente.
«A maior parte desses objectivos não serão atingidos sem um compromisso mais determinado e progressos mais rápidos», afirma Jacques Diouf, director da FAO, no prefácio do relatório. Para acabar com a fome, é necessário incrementar a produção agrícola através de investimentos, bom governo, estabilidade política e manutenção da paz interna e de «uma educação de qualidade para as crianças nas áreas rurais e a melhoria da condição da mulher».
Mais fome no campo
A FAO denuncia que os esforços para a redução da fome «têm diminuído em vez de acelerarem» e apresenta uma análise da situação em cada zona do globo. A América Latina e o Caribe é a única região em vias de desenvolvimento que reduziu a fome de forma suficientemente rápida desde 1990 para alcançar a meta estabelecida nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A Ásia e o Pacífico também têm «boas possibilidades», segundo o relatório.
Na África subsaariana, a fome diminui «muito lentamente». Apesar de se registarem progressos desde 1990, «será necessário que a região aumente consideravelmente o seu ritmo». A prevalência da fome no Médio Oriente e na África do Norte «é baixa» mas, em vez de diminuir, tem aumentado nos últimos dez anos e parece ter tendência para assim continuar.
A FAO mostra que os progressos têm sido mais difíceis nos países onde há mais fome: apenas quatro dos dezasseis países em que mais de 35 por cento da população está desnutrida realizam progressos. O índice dos restantes não apresenta variações ou tem aumentado. Neste grupo destacam-se treze países da África subsaariana e o Haiti.
A FAO insiste que a luta pela eliminação da fome se ganhará ou perderá nas zonas rurais, onde vivem três quartos das pessoas com fome de todo o mundo. «Nestas regiões reside a grande maioria dos onze milhões de crianças que morrem antes de cumprir cinco anos, das 530 mil mulheres que morrem durante a gravidez e o parto e dos 300 milhões de casos de paludismo agudo», acrescenta o documento.
Os Objectivos do Milénio foram subscritos por 189 países.